Quinta-feira, 8 de Julho de 2010

PROSA ESTICADA

Siloete e Modigliani

 

No “De Azeitona Jamais Visto”, foi referida casualidade que misturou sinas, mãos lidas, baralhos «taratonianos». Nem requeria mais dizer, não fora coincidência singular nas deliciosas sugestões/comentários a relação entre a mulher descrita e a etnia cigana.

 

Dos estereótipos alojados no subconsciente geral – quem estiver de fora que se acuse! -, consta a cigana insistente em augúrios, pedinchona, mergulhada em negro e saia varrendo o chão. Não faltando por aí oráculos com lábia que da crendice fazem vida sem que raça os distinga, salvo fardas outras, associar etnias a comportamentos é lastro fundo.

 

Porque os roma (ciganos), são minoria étnica por tantos malquista como faz prova a vox populi quotidiana, nem esticaria mais a prosa. Pelo apogeu alcançado na petição "Ciganos em Portugal... só os Honestos!" – recuso-me a publicitar o endereço da peça - transcrevo fatia do conteúdo, embora dê no mesmo.

 

“Ao contrário do que se possa pensar, esta petição não é de cariz racista, mas sim um ponto de revolta e de dizer basta ao que se passa neste Portugal.
Chega de ter gente que se faz de coitadinha, exige casas às Câmaras, luz, água e gás gratuitos, rendimentos à segurança social, pede, pede, pede... E trabalhar honestamente? E descontar para a segurança social? Nada! Andam de Mercedes, BMW e até Porches e Ferraris. Todos nós conhecemos histórias dum cigano que roubou para depois vender na feira. São uma fonte de violência. O engraçado é que mais uma vez se fazem de coitadinhos e queixam-se que são discriminados e não integrados pois a comunidade não os aceita, engraçado que façam tudo para não se integrar. Que tal fazer como o Primeiro Ministro ucraniano que expulsou os ciganos do território ucraniano? Querem continuar cá? Sim senhor, mas trabalhem honestamente, descontem e paguem IRS. (…)cambada de sanguessugas. Ajudem a pôr os ciganos a trabalhar e a torná-los honestos. Assinem esta petição.”

 

Ao invés, pensam muitos e o comissário dos Direitos Humanos do Conselho da Europa, Thomas Hammarberg. Após visita a Lisboa, alertou o Governo para as deploráveis condições de alojamento e aceitação social dos roma. Exigiu respeito pela Carta Social Europeia. Reconheceu possuirmos serviços de acolhimento dos imigrantes, sublinhou "a falta de eficácia da denúncia" por discriminação racial. Tragédia comum neste Portugal que se reclama ‘desenvolvido’.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

De Veneno C. e Anónimo

 

publicado por Maria Brojo às 09:06
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