Quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2013

LASER, NÉON E TIMES SQUARE

Pat Dugin

 

Ao observarmos os organismos, o planeta, a galáxia que nos abriga, ao sentirmos o vento lambendo a face, vendo o que nos rodeia e o horizonte esquecemos que “tudo é feito de praticamente coisas nenhumas”. O que falta às “coisas nenhumas” em dimensão sobra em número quase infinito. E, depois, há o vazio entre elas - o que parece compacto é afinal um imenso vazio ocupado por átomos, também eles com vazio dentro.

 

A história do átomo pode ser resumida de forma simples. Começou com Demócrito (460-370 a.C.), filósofo grego, ao constatar a divisibilidade da matéria. À parte última, invisível, chamou átomo. Durante dois mil anos o conceito/mistério resistiu até ao início do século XIX quando Dalton apresentou o primeiro modelo para tão enigmática partícula – esfera maciça constituinte de toda a matéria. Esta, não passaria de átomos compactados passíveis de combinações.

 

 

Thomson viria a descobrir uma partícula quase sem massa e de carga elétrica negativa - o eletrão. Nos alvores do século passado (1904), substituiu o conceito de Dalton por outro – “o modelo do pudim de passas” ou não fosse ele inglês e amante do plum puddding natalício. Sabendo a matéria neutra, o átomo seria esfera de carga positiva onde os eletrões se incrustavam.

 

 

Seis anos decorridos, Rutherford propõe novo modelo. Explicado também o vazio na matéria através de experiência singular: bombardeando fina lâmina de ouro com partículas alfa positivas - núcleos do elemento químico hélio -,verificou que a substantiva maioria atravessava a lâmina sem desvio na rota. Logo, os átomos deviam estar espaçados pela inexistência de colisões. De raro em raro, uma “alfa” era desviada ou praticamente invertia a marcha. Rutherford deduziu com propriedade que os núcleos dos átomos teriam concentrada a massa e eram responsáveis pela repulsão com as "alfa"; os eletrões orbitavam a considerável distância deles. Comparação: se o átomo tivesse o tamanho dum estádio de futebol, o eletrão seria um berlinde no centro do relvado. Bohr e Sommerfeld melhorariam (...)

 

Nota: texto completo aqui.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 11:34
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Domingo, 28 de Junho de 2009

SIGNOS, ROY, NIETZSCHE E PAVESE

 

 Autor que não foi possível identificar
 
Roy Lencastre – nick que não aprecio enquanto tal, segundo a subjectividade que reivindico -, deve esconder insaciável fome de saber. Roy trouxe à colação frases mestras de mestres:
_“A Felicidade é a sensação de que o poder cresce.” Nietzsche
_“Ser infeliz é ter desejos.” Cesare Pavese
 
A Teresa C., personagem humilde, discorda. Os ícones pensantes podem, mas embacia-os, impor subjectividades como postulados ou definições. Sim, Bohr, postulou. Construiu modelo científico. Caramba! Mas o átomo é suposto «coisa». Não se vê, mas apoia a matéria consequente que precisava de modelo para ir adiante. E foi. Ajudado por Sommerfeld e por Schrödinger. Einstein também viria a sustentar base lógica. A Mecânica Quântica emprestou auxílio. Serviu até ao presente. Durante quanto tempo mais? Ninguém sabe.
 
Definir sentimentos e emoções é arrogância. A Teresa C., insubmissa no crédito aos saberes definitivos, lustrou galões. Irreverentes. Por eles, reclama:
_ Crescer é saber menos.
 
Sabe de quem fala _ dela. Não desafina nas «postas de pescada». Como Nietzsche e Pavese, que vasculhou de modo avulso. Talvez pela ignorância a discórdia. Deviam saber que o absoluto é invenção. “Sonho de uma noite de Verão”. Shakespeare sabia. Ela acredita nele.
 
A Teresa C., personagem que a inquietude caracteriza, sempre propagou não se fiar na ladainha dos signos definidos em mapas astrais. Pelo sentir de uma criança com pouco mais de um par de anos de idade, renega o dito. Que se lixe o pragmatismo! Existem semelhanças entre seres nascidos em período semelhante que não encontra noutros. Explicação satisfatória era matriz pessoal coincidente que o crescer molda. Que arrastava à espiral do ADN. Mais não. 
 
Hoje, vai além. Rodeada de familiares amores “escorpiões”, a criança, um entre eles, provou-lhe o improvável – algum copy/paste potencia conjugação harmónica nos “aquários”, “virgens”, “leões” e “gémeos” próximos. Odeia coincidências, uma e outra, sem que as indague. Vício experimental? Talvez! Incoerente? Certeza que a satisfaz e não lhe permite parar.
 
CAFÉ DA MANHÃ

 

 

publicado por Maria Brojo às 02:56
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