Segunda-feira, 10 de Outubro de 2011

VIDAS EM BARCAÇAS

Joerg Wardawarda, G. Boersma

 

Ordenação: vidas vazias, meio cheias, repletas. Existem? Quem as classifica? Não subjectividades alheias ou do próprio. Este, imerso no desespero ou na tristeza, considerará sem âncora a barcaça onde navega, ainda que, ao lado, não falte quem o incentive e ofereça apoio incondicional. Borrasca desvanecida, esquece parcialmente o umbigo, as nuvens ainda grávidas de vapor de água a qualquer momento condensado assim que as mágoas individuais retomem a forma de pedras carregadas às costas. E, de novo, é pessoa que sorri, estende olhar aos outros, fica grato à barcaça onde amigos navegam com ele. Ergue âncora e aventura rotas esperançosas. Contudo, ao primeiro insucesso, não tenha aprendido o fluir natural do contentamento, agachar-se-á no convés sem coragem para, ao leme, enfrentar a chuva e a cinza do céu.

 

Vidas repletas são as alheias, as dos ricos por todas as gratificações lhes estarem asseguradas. Falácia. A banalidade do poder e ter acaba por contaminá-los e caem no vazio ou naufragam na ambição julgando que o mais possuir lhes suavizará as inerências da condição humana, talvez a proximidade dum Olimpo que esquecem mítico. Esquecem que vidas repletas somente as dos loucos ou daqueles que as oferecem aos carenciados e com passos miúdos consolidam obra que muitos ajudam. E não é falada a caridadezinha, mas entrega incondicional como foi reconhecido a trio de mulheres exemplares - a presidente da Libéria Ellen Johnson Sirleaf, a activista da mesma nacionalidade Leymah Gbowee e a iemenita Tawakul Karman.

 

O Comité Nobel Norueguês distinguiu as três mulheres «pela luta pacífica em defesa da segurança das mulheres e dos direitos das mulheres na participação total no trabalho de construção da paz».
- “Johnson Sirleaf, de 72 anos, economista formada em Harvard, é a primeira mulher presidente de África, eleita democraticamente em 2005, e continua lutar pela manutenção da paz no seu país.

- A activista liberiana Leymah Gbowee organizou um grupo de mulheres cristãs e muçulmanas para desafiar os senhores da guerra na Libéria e  foi a protagonista de uma «greve de sexo» que acabou com a guerra civil de 13 anos no país.

- Tawakul Karman, de 32 anos, tem três filhos e liderou a organização Mulheres Jornalistas sem Correntes, um grupo de defesa dos direitos humanos. Tem desempenhado um papel fundamental na organização dos protestos no Iémen contra o governo do Presidente Ali Abdullah Saleh, que se iniciaram no final de Janeiro.”


URL: http://www.tvi24.iol.pt/aa---videos---internacio/nobel-paz-nobel-da-paz-ellen-johnson-sirleaf-tvi24/1287049-5798.html

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 09:55
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