A propósito do swing moda/in, recebi:
“Um árabe participa numa festa swing. Tem relações com algumas mulheres mas, na permuta, misturam-se alguns homens e acaba por ser «enrabado». No dia seguinte, surgem remorsos pelo bacanal. Vai à mesquita para se confessar ao Imã e obter perdão. Explica a noite swinger:
_ Bebi álcool, tive sexo com outras mulheres que não a minha e, no final, fui «enrabado».
O Imã confirma a gravidade dos actos. Para ser perdoado deve 15.000 euros à mesquita. Sai incomodado com o montante a doar.
No caminho, passa por uma igreja católica. Apesar de ser outra a sua crença, talvez consiga absolvição mais em conta. Entra. Fala com o padre e diz-lhe:
_ Fui a uma noite swinger, bebi álcool, fiz sexo com várias mulheres e fui «enrabado».
Compreensivo, o sacerdote suaviza a preocupação. Mesmo não sendo católico pode obter perdão divino entregando à paróquia 8.500 euros. O árabe sai aliviado pelo desconto no preço a pagar pelo esquecimento do pecado.
Dirige-se a uma sinagoga. Tenta-o averiguar se consegue absolvição por menor valor. Procura o rabino e conta-lhe que, não sendo judeu, está na sinagoga pela noite de orgia em que bebeu muito, fez sexo com várias mulheres, foi «enrabado» e tem remorsos. O rabino ouve-o atentamente. Informa-o que para obter o perdão deve voltar no dia seguinte com refrigerantes, biscoitos, bolos, doces e outras guloseimas; tudo obviamente kosher.
O árabe surpreende-se e alegra-se por cumprir penitência com tão pouco. Inquire o rabino:
_ É tudo que tenho que fazer? O imã pediu-me 15.000 euros e o padre católico pediu-me 8.500. Tem a certeza da justeza do que me cobra?
Responde o rabino:
_ Absolutamente! É assim entre nós. De cada vez que «enrabam» um árabe, festejamos!"
CAFÉ DA MANHÃ
Autor que não foi possível identificar Jennifer Garant
Desfolho memórias dos soalheiros entardeceres nos campos de golfe algarvios. Sinto o aroma manso dos pinheiros, vejo o ouro solar esbanjado no tapete verde, lembro multiplicados arco-íris caídos em gotas aspersas na relva/tapete, o cascalho desembocando em miradouros e falésias e recantos debruçados na língua arenosa, confinando um mar indeciso entre o turquesa e o esmeralda. Lembro mais: a paz, os carreiros rumo ao apetecido «buraco» - salvo seja!, que apetites há muitos e brejeirice nos buracos também - ou ao banco de privilegiado cenário em que o livro descansa, por momentos, no regaço.
O swing no driving range arrisca, ao espreguiçar-se no tempo, introduzir tédio num jogo de sentidos e serenidade. Corpo e razão. Estímulo do empirismo primacial. Vagar e controle. Ida a fase primeva, troquei a seguinte por dispersas caminhadas após o duche de final de dia, quando estio. Cabelos pingando as costas, pele brilhante pelo do fluido cremoso que a perfumou, sapatos rasos, vestido leve seguindo, atrevido, no ar a brisa. Tacos alguém os carrega. O livro ficou comigo. Detenho-me no piado das aves e na inclinação da luz.
Com o ténis o mesmo. O «serviço» adequado troco-o pela surpresa de um brilho na árvore até aí discreta, uma gargalhada é apetite maior que a certeza duma «esquerda» sem defeito. De seguida, centro habilidade e o adversário que se cuide, que isto de apoucar a natural competitividade não me descreve. Divertem-me, sim, os que odeiam perder, mesmo sendo feijões o troféu. Pelejam na vida por coroas de lata pintada. Ostentam no peito inchado a faixa de campeões do bairro. Nela, pendurados, feitos voláteis como balões. O que me intriga é porque destes não aproximamos fina agulha de crochet.
CAFÉ DA MANHÃ
Adoçantes
Peregrinando
Brasileiros