Terça-feira, 9 de Dezembro de 2014

QUEM ORDENA NO MÍTICO “ETERNO FEMININO”?

Tamara de Lempicka the_sleeping_girl.jpg

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tamara de Lempicka (Varsóvia, 16 de maio de 1898 – Cuernavaca, 18 de março de 1980) foi uma notável pintora ‘art déco’ polaca. (“The Sleeping Girl”)

 

 

“Aqui, que ninguém nos ouve: o mundo torna-se um lugar absolutamente enfadonho se forem as maioritárias fantasias masculinas a defini-lo. Felizmente, as mulheres complicam-no, complexificam-no e intensificam-no - o que é tudo diferente entre si. E, felizmente, nós continuamos primários em algumas coisas. Muito, muito infelizmente parecemos [e somos alguns de nós pelo menos] desesperadamente básicos noutras. O que também é diferente. Se por um lado a atual imagem da mulher é tão absurdamente redutora e imposta pelos [desejos dos] homens, por outro, as mulheres ainda não estruturaram alternativas que sejam sólidas o bastante para se imporem no mesmo campo de batalha: o dos falsos valores de uso, o do mercado, o da publicidade. Ou porque não mandam ainda no mundo, ou porque não é isso que lhes importa. É interior a mudança, interior o (…)

 

 

Nota – Texto enviado por um leitor que pode ser lido na íntegra aqui. Vem a propósito do vídeo com desproporcionado êxito da Agência Cut que num minuto exibe como o paradigma da beleza feminina mudou em 100 anos.

 

 

CAFÉ DA MANHÃ  

 

 

publicado por Maria Brojo às 10:49
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Segunda-feira, 31 de Janeiro de 2011

DESPE-ME COM VAGAR

Autor que não foi possível identificar, Tamara de Lempicka

 

Trabalho que durante anos a fio envolve maioria de mulheres permite acumular constatações com discrição risonha nos coffee breaks e outros ócios breves. Leque de idades abrangendo dos vinte e poucos aos muitos que a delicadeza pede não especificar. Linguagem codificada, socialmente inatacável, irónica. No grupo cúmplice, estalejam gargalhadas pelo delirante “ele isto, ele mais aquilo, ele aqueloutro, ele também.” Escassos momentos, estes, por cada ano de serviço. Mas foram e são.

 

O humor primeiro advém da pressa sôfrega dum homem em possuir a mulher – possuir julga ele, penetrar ou consumar afirma ela que na partilha dos corpos não há possessão esclavagista ainda que desejo urja nos dois. Mulher d’hoje com testa que vá além do par de dedos adora violinos sussurrados, mas atribui-lhes o real valor – sem acreditar, acredita até regresso da lucidez. No entretanto, que ele seja hábil, que saiba da maravilha da cobiça, da lentidão dos gestos que acicatam a mulher. Que intua onde estão os fechos de correr, que os corra acompanhando com os dedos e a língua aberturas para a pele. Que saiba deslizar um vestido e conheça segredos dos sutiãs. Que aprecie a lingerie na gulodice do olhar e dos gestos. Que tudo subtraia e do exposto frua até entender pelo arrepio e fremência da mulher chegada altura da rapidez no próprio despir. Beijos mútuos jamais serão excesso - actuam como sabor exaltado e condimentos/prazeres.

 

E se mulheres apreciam comandar ostensivamente, outras o mesmo fazem com a intensidade do estar para quem as souber ler. Submissas, vez sim, muitas não - oscilam nas posturas, consoante a leitura inteligente do carecer imposto no momento, do apetite decisor. Com os homens, igual. Mas que eles nem configurem acabar a função com salto lesto para o exterior, salvo se marido ou o ‘oficial’ arribar cedo demais. Inaceitável, até à saída, descuidar silêncio do telefone. Constatação última: é fim deselegante caminhar para o automóvel com o aparelho colado ao ouvido porque elas tudo vêem e anotam, excepto se o sono as venceu por tédio ou satisfação.  

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

A Juliette Gréco canta o mesmo e o resto.

 

publicado por Maria Brojo às 11:45
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