Terça-feira, 9 de Agosto de 2011

SUPER ROSA, À VOLTA DA “VOLTA” E TONY

 

Malcolm Farley

 

Quem pode esticar o sono em dia de chegada dos esforçados ciclistas na “Volta a Portugal”? Piora ser escolhido como local da meta largo fronteiro à casa recheada com gente que aprecia o sono matinal. Começando a rosnar, estrada acima, camiões publicitários, outros com a parafernália indispensável ao mui elevado acontecimento e carrinhas das «têvês», despede-se o sossego. Entra por frinchas insuspeitas o chiar dos pneus, a balbúrdia inerente – pulmões em forma confirmada pelos berros daquela gente.

 

Estabelecidos condicionamentos de trânsito, as grades que, a seguir, bordejam passeios trancam a saída das viaturas dos moradores. Por desacerto da sorte, no rol das faltas na despensa constava óleo e outras miudezas a pedirem investida urgente no “Super Rosa” - há ror de tempo, ando para investigar junto da D. Conceição, a proprietária e amiga, qual a origem do “Rosa” chamando-se a filha Susana; nome da mãe, talvez! Lá foi necessário calcorrear a distância. Porque a cada item riscado duma lista, duas faltas por detectar são lembradas, o par de sacos previstos duplicou num ápice. Ora, cidade serrana é composta de subidas respeitáveis; pela demora foi atrasado o almoço. Durante o repasto, janelas cerradas como tentativa inglória de suavizar a gritaria. Uma pepineira!

 

Os da casa decidiram alguma paga pelos incómodos –  à borla, café servido na tenda “Delta”, bonés, dão sempre arranjo!, fitas brilhantes e (in)utilidades que tal, num improviso, alegrarão pequenada em visita – a felicidade dos simples faz inveja aos maiorais.

 

Na feira de ocasião, concorrem estridências ditas música. Terminado o serviço da D. Ventura* e da Leonor*, não recusaram convite para assistir de bancada, no caso o terraço superior, à agitação embandeirada no lado oposto do passeio e ao vaivém da gentiaga. Quem pela manhã viu entrar coxeando, dorida dos rins e dos ossos e da cabeça e dos nervos a D. Ventura e, depois, o riso solto ao menear ancas, pernas subitamente ligeiras no baile improvisado com a Leonor, pasmou e calou.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

O responsável pelo bailarico:

 

publicado por Maria Brojo às 10:21
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