Quarta-feira, 2 de Outubro de 2013

ANÁLISE DAS AUTÁRQUICAS PELO ESCRITOR MIGUEL MIRANDA

 

Miguel Miranda e um dos seus muitos e bons livros

 

Lições de vida

1- Um dinossauro pode ser bom ou mau. Mais vezes mau que bom. Só se vem a saber ao certo, depois de sufragado.

2 - Mandar uma "figura" nacional para fazer de cabeça de turco num qualquer território já não resulta. O pessoal já não se impressiona com esses galões, e o mais certo é acontecer um desastre.

3 - Fazer uma campanha a enchousar o povo com porco assado, QuÍm. Barreiros, Tónico Carreira e José Cid, dá mau resultado: o pessoal manja o porco, atura o Quím., o Tónico e Cid., e depois vota ao contrário.

 

4- Se um bicho-de-sete-cabeças é mau, uma liderança bicéfala é pior. Isto de falar em stereo para o povo, não dá. Que o digam os coligados Paulo e Pedro, e os blocados Catarina e Semedo.

5 - Usar aparelho nos dentes é coisa que ninguém gosta. O abuso do aparelho nas escolhas de candidatos também não dá, foi severamente condenado.

6 - Os independentes passam a ficar dependentes da sua independência.”

 

Perguntas à solta

 

“_ Porque só havia dinossauros e não há registo de «dinossauras»?

_ Porque só há líderes partidários homens, e apenas uma meia líder mulher (que foi copiosamente derrotada)?

_ Porque quase só há presidentes da câmara homens, eleitos?

_ O machismo larvar da política pode ser um dos males de que esta enferma?”

 

Miguel Miranda, escritor e médico

 

Joyce K. Schiller - Dinosaur Parade

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

Na campanha para as Autárquicas, tivesse sido dançado "Tuca Tuca" a preceito, talvez menos eleitores ficassem em casa. Porque é no contacto interpessoal que aprendemos a ser um todo e não somente a parte mais ou menos sortuda. Dos Pink Martini aprecio as roupas novas com qualidade que vestem canções d'antanho. Importa o primeiro vídeo por revelar como sorrir e interagir com os outros é decisivo para vidas melhores. Em simultâneo, remete à lembrança do segundo.

 

publicado por Maria Brojo às 05:57
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Terça-feira, 3 de Julho de 2012

ELBA

Pierre Farel

 

Estreia num cruzeiro pelo Mediterrâneo. Dúzia de dias de feitiço saberia depois. Vim a conhecer outros navios, mais sofisticados, imponentes, autênticos resorts flutuantes em mares suaves, poucos alterados. Mas foi o primeiro que contou. O sonho alcançado, a viagem mítica, a inexperiência de tudo constituiu novidade.

 

Antes, fora o emalar da trouxa cuidada, vestidos de noite, de cocktail, trajes de dia e de piscina, acessórios requintados e vários. Um «malão» onde nada fora esquecido segundo conselhos de marinheiros de repetidas viagens. Voo e embarque. O deslumbre. Arrebatada como criança a quem fora ofertado brinquedo novo, quis lá saber da bagagem! _ Os camaroteiros tratariam dos pertences. Percorri o navio de lés-a-lés, tentei descobrir numa só assentada os serviços, os meandros, a popa e a proa. E deixei-me ficar contemplando o mar que rodeava a ilha sobre ele.

 

Quatro dias não eram passados, ilha de Elba. Cheiro à Itália desejada. Peregrinei por ruelas e acabei nas compras. Não existindo o euro, provi-me de quantias razoáveis em notas de cada um dos países e cartão multibanco. Cheques, não arrisquei; arrecadados no cofre, alguns valores. Na véspera, a meio da tarde, previdente sacara as liras para a carteira que usaria no dia seguinte. Fascinada por uma mala de mão, decido comprá-la. Libras nem uma. Boquiaberta e sem refletir, entrego o plástico do dinheiro. Gesto automático, a funcionária enfia-o na máquina manual. Partiu-o até mais de meio. Com espontaneidade latina, olha-me espantada e depara-se com a minha infelicidade. Incapaz de balbuciar palavra, entendeu a desgraça, oferece-me a mala e acompanha-me à porta numa ladainha sem fim.

 

Até ao final da viagem, consegui levantar dinheiro por a fortuna ter estado do meu lado: a banda magnética não fora atingida. E as liras? Como haviam desaparecido? De regresso ao navio, encontro o camaroteiro. Peço-lhe que entre e relato o acontecido. Disse:

 _Claro que o culpado não é o senhor.

_ Quem sabe não teria sido eu a mudar de sítio as liras?

_ Ao aparecerem, tudo seria resolvido de forma pacífica e nada reportado ao comandante.

 

No mesmo dia, antes do jantar, as liras apareceram no bolso dum casaco que somente vestira no primeiro dia.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 11:41
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