Jen Callahan
Dias existem muitos e este é mais um – verdade à La Palice que traz à colação o filme "A Canção de Lisboa". Hilariante no todo, particularmente na vinda das Tias a Lisboa para tirarem a limpo se o sobrinho mandrião (Vasco Santana) é, finalmente, «doutor». Insistindo em conhecerem o consultório, terminam no Jardim Zoológico onde é confundido com o veterinário. Na visita, elefante atreve roubar o «palhinha» de Vasco. Furioso com a troça dum visitante, destrói-lhe o «palhinha» num pilar e brada frase imortal: _ "Chapéus há muitos, ó palerma!".
Abrindo o Google, o magnífico doodle de hoje lembra ser 22 de Abril o ‘Dia da Terra’ ou, oficialmente, ‘Dia Internacional da Mãe Terra’. Instituído em 2009 pela ONU, para mais saber sobre a origem da comemoração várias ligações apresentam resumos escorreitos.
Nas voltas cerebrais e a propósito, vieram à lembrança as viagens épicas da gigantesca tartaruga-de-couro pelo Atlântico Sul. Espécie rara e prestes a extinguir-se, comportamento migratório pouco conhecido, foi acompanhado cientificamente o movimento da maior colónia do mundo no Gabão para as áreas de alimento naquela parte do oceano. Ali permanecem entre 2 a 5 anos, criam reservas para se reproduzirem no retorno ao local de origem. Das 25 fêmeas estudadas, foram identificadas três rotas migratórias – uma delas é travessia em linha reta de 7.563 km pelo Atlântico Sul, da África até a América do Sul. Não é sabido o que influencia jornadas assim grandiosas.
No Oceano Pacífico, a população de tartarugas marinhas sofreu queda vertiginosa nas últimas três décadas. Uma única colónia no México diminuiu de 70 mil crias para apenas 250 em dezassete anos. São indicadas causas possíveis: a colheita de ovos de tartaruga e a pesca. No Atlântico, os níveis de população são maiores e a comunidade científica especializada tenta evitar a repetição do acontecido no Pacífico.
Numa altura em que as profundas da Terra se revoltam sismicamente e milhares de vítimas humanas são contabilizadas, este tema parece de somenos. Todavia, enquanto o luto ocorre, desviar os nossos terrores não é um mal.
CAFÉ DA MANHÃ
‘Dia Internacional da Mãe Terra’
Andrew Valko
Evitei o tema pelo enjoo e nojo que me consumia a objectividade. Breve referência consta no “Mistérios da Praça de Espanha” (4 de Fevereiro). Num comentário, o António, de novo, reflectiu e escreveu soberbamente. Mais não é acrescentado pelo autor que tudo diz com genial ironia «antoniana» (queirosiana, afirmo).
“Vamos então ao episódio do Mário Crespo, moderadamente: - com o tempo decorrido e declarações produzidas, digamos que a comoção já passou [e mesmo as virgens ofendidas que o afirmam grande profissional não deixaram caso; [ou seja, o episódio já passou e nem um rato pariu... - é evidente que a história, além de não comprovada (mas quem de boa fé esperaria tal de Mário Crespo?) está muito mal contada: - ao bife, Sócrates palitava ruidosamente os dentes; - e saíam-lhe perdigotos que mais pareciam mísseis contra esse potentado (um novo couraçado Potenkin, este Mário Crespo, também acham?) do jornalismo nacional; [que, além de escritor de excelentes crónicas da banha da cobra sem recurso a um único facto comprovado; [responde pelos entrevistados e termina entrevistas a dizer... o que acha! - vai daí, as "fontes fidedignas" falharam rotundamente a caracterização Primeiral [Sócrates, não o grego, mas o beirão, haveria de tirar um vernáculo que chegaria por certo ao Tribunal de Aveiro, ao Supremo e mesmo ao Constitucional; [aliás, menos que isso nem deveria ser aceite como output de um lauto almoço de amigalhaços da pandilha do Governo; - há também a coincidência de um livro no prelo com as belas crónicas que já toda a gente leu e releu e releu que infelizmente não param de circular pelo correio electrónico das correntes acríticas e dos reenvios acéfalos [ah... esquecia-me do Mário Crespo a tentar misturar-se com o JMFernandes, ex-director do Público, assunto que nada tem a ver a não ser também uma obsessão pela participação activa em iniciativas do PSD, [ou com a (Mário Crespo dixit: boa noite, eu também quero ser a) Manuela Moura Guedes, ex-deputada do CDS, que tem razões para mover guerras sem quartel e sem pudor contra José Sócrates e não se comove por não fazer nada que se pareça com jornalismo... bem, digamos que já dei qualquer coisinha para este peditório, mas compreende-se o desprezo a que tem sido votado o sujeito...”
CAFÉ DA MANHÃ
Adoçantes
Peregrinando
Brasileiros