Terça-feira, 15 de Junho de 2010

UMA HORA POR DIA, FRENTE VOLVER

Rembrandt

 

Alfa Lisboa-Porto. Bigode. Vez primeira do conhecimento que não passou da cortesia ‘tira e põe mala no cais’. Década após, outro percurso cruzado tão vago como aquele. Carrefour acidental.

 

Este é o primeiro dia dos cinco anos seguintes do novo mandato de Guterres à frente do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR, duplo prémio Nobel da Paz). Ban Ki-moon aprovou. Fez bem. António Guterres, inábil político enquanto made & prime minister in Portugal, estava rouco aos microfones da TSF. Emoção ou constipação? Desajuste ou frente volver?

 

Não tem saudades da política nacional, disse. Vencedor em habilidosas negociações que conduzem a bom porto de abrigo os mais vulneráveis do mundo. De 2005 para cá, amontoou sucessos humanitários. Longo foi o percurso do juvenil solidário nos ditos ‘extintos bairros da lata’ até hoje. Regressaria ao voluntariado quando encaixotou os papéis e saiu do palacete, outrora mosteiro, nas traseiras do Palácio de São Bento.  

 

Thomas More forjou uma ilha de fantasia que carecia de palavra/nome por haver. Chamou-lhe Utopia. Guterres recria-a. Nele fascina o pendor pelas utopias que procura desmentir ao tentá-las reais. Assim o li, assim o leio, assim o entendo na voz, por agora, roufenha. Aplaudo quem sente e dá alegria e elabora paixão no trabalho dádiva ao serviço dos malquistos pela fortuna.

 

Num país onde é curta a tradição do voluntariado e poucos alojam valores solidários efectivos que vão além do vizinho do lado, resiste a esperança – mais e mais jovens, adultos também, experimentam o prazer de servir quem muito necessita. Uma hora por dia e não sabe o bem que lhe fazia!

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

 

Yo adivino el parpadeo
De las luces que a lo lejos
Van marcando mi retorno.
Son las mismas que alumbraron
Con sus plidos reflejos
Hondas horas de dolor.
Y aunque no quise el regreso
Siempre se vuelve
Al primer amor.
La vieja calle
Donde me cobijo
Tuya es su vida
Tuyo es su querer.
Bajo el burln
Mirar de las estrellas
Que con indiferencia
Hoy me ven volver.
Volver
Con la frente marchita
Las nieves del tiempo
Platearon mi sien.
Sentir
Que es un soplo la vida
Que veinte aos no es nada
Que febril la mirada
Errante en las sombras
Te busca y te nombra.
Vivir
Con el alma aferrada
A un dulce recuerdo
Que lloro otra vez.
Tengo miedo del encuentro
Con el pasado que vuelve
A enfrentarse con mi vida.
Tengo miedo de las noches
Que pobladas de recuerdos
Encadenen mi soar.
Pero el viajero que huye
Tarde o temprano
Detiene su andar.
Y aunque el olvido
Que todo destruye
Haya matado mi vieja ilusin,
Guardo escondida
Una esperanza humilde
Que es toda la fortuna
De mi corazn.

Carlos Gardel, Volver

publicado por Maria Brojo às 10:41
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