Terça-feira, 4 de Junho de 2013

PAR DE ESTALOS

 

Shichinohe Masaru, Stacey Neumiller, Don Seegmiller

 

Iniciei a demanda por cá. Vacas sorridentes, inspirações por favor da Senhora de Fátima, pesadelos com coelhos roedores são males menores. Terminei no cherne e seu cardume - enfiados nas goelas têm iscos ao penduro de canas sabiamente nubladas.

 

Se bem esgravatada a crítica situação portuguesa e europeia, o que mais me enfurece é, entre tantos culpados passados e atuais, não existir mandante palpável a quem aplicar com entusiasmo sonoro par de estalos.

 

Nota: publicado no “Escrever é Triste”.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 09:31
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Quarta-feira, 15 de Dezembro de 2010

RÁFIA E O ESSENCIAL

 

Autor que não foi possível identificar

  

Autor que não foi possível identificar

  

Vem do Brasil a sugestão: “Faça uma ceia de Natal por metade do preço”. Hipóteses: saladas para encher a mesa – fazem bem a tudo e conferem apetecível colorido à refeição -, em vez de peru, frango recheado com aromas e mimos – é menos seco, demora 1/3 no forno –, panetone trocado pelo pavê – adaptado aos nossos costumes equivale à permuta do arroz doce por pudim de pão que aproveita carcaças duras ou congeladas e reduz a energia dispendida pelo fogão. Aromatizado com canela e vinho do Porto é sobremesa de truz. À nossa medida, diminuir o consumo de fritos doces - inferior sobrecarga para o colesterol malino - alivia donas e donos de casa cozinheiros; com vantagem substituídos por bandejas com fruta partida, mimosa, disposta com arte. Queijos menos, patês caseiros que demoram três suspiros, haja batedeira e picadora à mão, vinhos sensatos sem desmerecer a qualidade, chocolate quente. Ora se os brasileiros que, financeiramente, não se afundaram tanto como nós apostam em economizar, ponderosas razões temos para repensar os convívios do palato que também completam as Festas das famílias.

 

Dos presentes convém tratar. Imaginação, horas poucas dedicadas e paciência originam lingerie brincalhona, cartões de Natal personalizados a que as palavras dos sentimentos veros acrescem alegria e promovem o ‘diz agora quanto amas, não deixes para tarde demais’. Simbolismo nas dádivas adequadas a cada um provam ternura na escolha, afecto implícito no cuidado. Rejeitar filas de espera para embalagens a esmo é poupança de tempo e desgaste psíquico. Num serão forrado a música, melhor é obtido com papel simples, ráfia terminada em laçarotes que aperta hastes de pinheiro, galhos esbeltos, folhas de hera vivas ou de plátanos caídas sem atropelos no chão. Fotografia impresssa em casa revelando o momento da recolha dos enfeites será memória com destino mais elevado que pendurezas compradas à dúzia e que, aberto o embrulho, acabam em desperdícios rasgados no impulso curioso. Perto, livro cosido à mão que recolha pensamentos e sentires de todos. Depois, há os beijos e abraços e sorrisos pela felicidade de ‘estar com’.

 

Existem dificuldades que vêm por bem nos detalhes do ser. Delas fazer bom uso é passo que importa. Venha um, venham muitos.

 

CAFÉ DA MANHÃ

  

  

publicado por Maria Brojo às 09:21
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Domingo, 24 de Janeiro de 2010

NA FÍMBRIA, “EL DORADO”


Huang Zeng Yan


Acorda. Na obscuridade, luz invisível revela o conhecido. Novo pelo despertar. Como se fora estranho pelo sono e o antes dele. Pestanejar vigia o relógio. Esquece. Ronrona no quente benfazejo. Tempo ainda de sonhar. El Dorado perdido na fímbria da vigília doce. Pelo serão, pelos dias completados em clima de fim-de-semana. A madrugadora recolhida no calor que deseja e contribui para a dose de felicidade que necessita para ser quem é. E é. Feliz. Às vezes. Muitas. Algumas. Poucas se o blue empardece, raramente, o mood/modo/estar.

 

Na casa dormida, evita movimentos bruscos. A fantasia arrebata-a como “The Lost City of Z” -  El Dorado, a capital  de tesouros ocultos na Amazónia. Entre eles, espécies julgadas extintas que ali sobreviveriam. Lenda, talvez. Ou livro: "O Mundo Perdido", de Conan Doyle.

 

Suave, muda de posição. Encolhe uma perna sobre a estendida. Enfia a mão sob a almofada. Ajeita a cabeça. Semi-dobrada, a macieza dos lençóis e da véspera presente transporta-a para «estórias». A do bandeirante português que, em 1753, após sair do interior da floresta amazónica, jurou ter visto do cume duma montanha ruínas de civilização antiga. De tal dimensão e majestade, deduziu, somente pertença de cidade populosa e opulenta. Localizada pelo Google Earth em regiões desflorestadas da Amazónia e no tempo: de 2 a.C. a 13 d.C.

 

Talvez a Cidade Z nunca tenha existido. Mas a mulher é. Sente e inspira pertença. El Dorado que, em cascata, lhe acaricia a pele e faz tremer.
 

CAFÉ DA MANHÃ

 

 

publicado por Maria Brojo às 11:12
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