Quinta-feira, 13 de Novembro de 2014

Cometas, Presságios, Mark Twain, Van Gogh e Woody Allen

Vincent van Gogh starrynight2010_ Ronnie warner.jp

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Vincent van Gogh, “Starry Night”, Museu de Arte Moderna de Nova Iorque

 

Sobre a odisseia no espaço todos sabemos um pouco. Nos últimos dias, tem sido notícia o Philae ao conseguir o inédito: separar-se da nave mãe, Rosetta, e fazer pousio num comenta descoberto em 1969 - o 67/Churyumov-Gesasimenko. Que não almejou ancoragem perfeita, é sabido. Porquê insistência na exploração deste cometa? É julgado pela comunidade científica ser determinante no entendimento da formação dos planetas e da vida na Terra.

 

Desde sempre, os cometas intrigam a humanidade. Em idos associados a mensageiros de tragédias, causavam pânico e histeria nas gentes. Seja exemplo o acontecido em 1347 quando o cometa nomeado "Negra" assolou os céus da Idade Média. E não é que, de seguida, a peste negra viria a exterminar um terço da população europeia?!... Em 1014, 333 anos antes e descrita pelos aztecas, insólita a colisão trágica do referido cometa com águas atlânticas – chuva meteórica e tsunamis. Séculos após (1909) e a propósito do Cometa Halley, Mark Twain, nascido durante uma das passagens do cometa, afirmou: _ “Será a maior deceção da minha vida se não partir com o cometa. O ‘Todo-Poderoso’ disse-me: chegaram juntos e devem partir juntos.” Twain, cujo fascínio pela ciência consta na respetiva biografia, morreu aos 74 anos pouco depois de nova aproximação do cometa. Dá que pensar.

 

Curiosa é a origem da palavra cometa. Deriva do latim cometes fundamentado no grego komē (cabeleira). Aristóteles, ao descrever os cometas “como estrelas com cabeleira” foi o primeiro a utilizar a derivação komētēs. Ainda hoje, o símbolo astronómico dos cometas é um disco com cauda a fazer lembrar uma cabeleira (☄). Curiosidade outra: uma das mais famosas telas do segundo milénio, “Starry Night” de Van Gogh, inclui o cometa Hale-Bopp. Mais uma: no filme (…)

 

Nota - Texto integral aqui.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

 

publicado por Maria Brojo às 11:52
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Sábado, 11 de Maio de 2013

MANHATTAN AO SERÃO

 

E. Goetschel

 

Serão na véspera deste sábado. Pelo gosto em revisitar filmes de culto, escolhido “Manhattan”. Woody Allen dirige a fita de 1979. Interpreta o fabuloso Isaac Davis na busca incessante de um sentido para a vida, para o amor numa cidade em que o sexo é tão banal como um aperto de mão e a porta para o amor verdadeiro é giratória. A crença de poder alterar a personalidade do outro através da partilha dos dias. A sátira da racionalidade pura e da intelectualidade. Desvalorizada a pureza dos sentimentos tida como ingénua. Até um dia.

   

Elenco de luxo: Meryl Streep (Jill) como a ex-mulher de Isaac, lésbica, Mariel Hemingway é Tracy, a belíssima menina de 17 anos que ama genuinamente Isaac de 42, Diane Keaton como Mary, mulher sedutora com manto de pragmatismo que encobre sentir confuso nos amores. Uma Manhattan filmada com a magia que de facto possui para quem lhe reconhece o palpitar. A também mágica banda sonora de George Gershwin marca sequências e personagens.

 

Podia ser um filme datado, mas não. O cerne do argumento é intemporal ao traduzir a procura de todos - um amor como símbolo de felicidade - e os enganos dos caminhos individuais.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 08:37
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Quarta-feira, 4 de Agosto de 2010

BAGUETTE E PEPINEIRA

 

Pal Sarkozy

 

Em Paris, à meia-noite ainda não é hora dos lobos - chega mais tarde como em todas as capitais. As luzes enxameiam boulevards, la Place Vendôme e de la Concorde. Outras, muitas, incendeiam o escuro da abóbada. Apagam estrelas, excepto nas sombras cúmplices das margens do Sena, nas Tuileries e nos perigos ocultos do Bois de Boulogne.

 

No 55 da Rua Faubourg-Saint- Honoré, oitavo arrondissement, os focos branqueiam a pedra. Dormirão, Sarko e Bruni? Ou Monsieur Le Président ainda ruminará a cena de elementar ciumeira nos bastidores do set onde é rodado Midnight in Paris? À propos do novo filme de Woody Allen em que participa Carla, desancou verbalmente a mulher. Não por ela ter repetido 35 vezes a modesta cena em que entra numa mercearia com uma popular baguette debaixo do braço, mas pelo comparsa enamorado. Ao estilo Sarko, pepineira como razão.

 

Nos Simpsons, já consta a caricatura deste making off. Humoristas do Quebeque imitam Brassens e fazem blague do casal três e trinta: dele metro e meio, dela o resto. Entre ambos, a desproporção da plasticidade neuronal é semelhante.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 08:25
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