Jacek Yerka
Não é bonito publicar à conta de outros. Todavia, que fazer quando vales e montanhas e verdes e lugares que tanto amo sugerem colectânea de dizeres que apelam para viagens e ócios dentro do país e na memória? Obrigada por estas letras e gostos partilhados.
De Jotaeme
Eu tenho em presunção (já agora alguma água... benta) de que os verdes que os verdes gostam são outros, ou seja, (branco e tinto), eu também, mas que diabo, os aproveitamentos hídricos a troco de uma energia mais limpa, tendo de "pagar" alguns vales e ou montanhas, porque não?
Devem lutar (os Verdes) pelas suas convicções, mas sem extremismos! É ver o que deu a co-incineração e o modo como o sucateiro elimina os resíduos perigosos! É por estas (extremas) teimosias que os processos encravam e não avançamos... Um dia bom com ambiente... Verde pois então!
De João Nave
"Já antes tinha acontecido (acho que a propósito do vale do Rossim ou teria sido o lugar da castanheira, no Mondego na fase infantil): V. diz por aí umas palavras quase-mágicas que funcionam como uma brisa que levanta o pó de alguns neurónios adormecidos (é que foi há mais de 20 anos) nalgum canto do meu encéfalo e que, de súbito, ressuscitam e revelam memórias. Tão nítidas que chego a duvidar que sejam reais. Eu corria pela serra acima até à moita e descia até à Sra. do Desterro para mergulhar no Alva, límpido, e, depois ficar deitado na margem verde sob as árvores. Conhecia tão bem os caminhos, as pedras, as árvores, o calor com aroma a caruma, aqueles insectos que pousavam sobre o rio (só mais tarde aprendi o que era a «hidrofobicidade» que os impedia de se afundarem)."
De António
"por falar no Alva e na magia dos aromas, dos lugares onde resplandece a vida e no prodígio revigorante das frescas águas do rio, cumpre assinalar um ritual de eleição de Fevereiro a Fevereiro, às vezes Março quando o Carnaval se atrasa, que é um natural banho de natureza como se impõe em certa religião de prática exclusivamente individual e com o recato devido, apesar de a Família se arrepiar enregelada em suas camisolas e gorros, seguindo-se oferendas de feijoca e outras iguarias lá para os idos da Serra, no cerro do Folgosinho ou confins afins, por fim incensado a zimbro de temperar ardências a tempo de uma sesta reparadora à beira da lareira do refúgio de montanha do Parque Natural, em Jonas, com vista para a raposa e, não raro, seu majestoso manto branco..."
De Zeka
"Do Folgosinho, partilho o cabrito, o pão e o zimbro que no Albertino era (é?) atracção de romeiros automovidos a caminho da Estrela.
Também tem história, digna de postagem e menções honrosas, um exemplo vivo da montanha ter descido ao Maomé. O seu velho estilo de dar a petiscar terá hoje evoluído para degustação noutras paragens mais chiques.
E as ruas com quadras populares são mesmos castiças, com castelo e muito mais..."
CAFÉ DA MANHÃ
Adoçantes
Peregrinando
Brasileiros