Sexta-feira, 17 de Abril de 2015

TELEGRAMAS

Jay Anacleto

 

Medos - rastos que procuramos ocultar e partem galhos delatores no caminho.

 

Medos - fantasmas de memórias ou projecções (in)conscientes.

 

Medos - dedos de gelo que escrevem na pele arrepiada «Vós, que aqui entrais, deixai lá fora toda a esperança».

 

Medos - manipuladores; deixam-nos indefesos perante a perversidade de alguns ou a mera estupidez de quem julga tudo poder.

 

Medos - sombras que embaciam o olhar e espremem veneno na cor dos dias.

 

Medos - ladrões da confiança e dos atavios da vida.

 

Medos - arma e armadura.

 

Medos - monstros íntimos ou desculpas rotas.

 

Medos - desafio irresistível. Ao terem-me na conta de junco débil, esquecem que os vendavais não me derrubam; apenas inclinam.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 08:00
link | Veneno ou Açúcar? | favorito
3 comentários:
De Tati a 17 de Abril de 2005
Medo do nada, do vazio, da vida feita anestesia, da precariedade da vida dos que amo, que da minha nem me lembro. E temo, sim!, embora os temores converta em desafios. Por isso sorrio. Para esconjurar temores sombrios.
De João Mãos de Tesoura a 17 de Abril de 2005
Eu não tenho medo de nada! Nada! Nem mesmo de leão que me atacasse! Lutaria até que a morte me descansasse! Adrenalina sim, eriçar a pele sempre que o perigo espreita mas medo não! O único medo que poderia ter já o perdi, saber que para além de mim virá o infinito, o tudo e o nada, algo que não sei o que é nem nunca saberei, por isso, Tati, medo de quê?
De António a 16 de Abril de 2005
Temo-Ta_Ti

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Olá Tudo bem?Faço votos JS
Vim aqui só pra comentar que o cara da imagem pare...
Olá Teresa: Fico contente com a tua correção "frei...
jotaeme desculpa a correcção, mas o rei freirático...
Lembrai os filhos do FUHRER, QUE NASCIAM NOS COLEG...
Esta narrativa, de contornos reais ou ficionais, t...
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