Sexta-feira, 17 de Abril de 2015

TELEGRAMAS

Jay Anacleto

 

Medos - rastos que procuramos ocultar e partem galhos delatores no caminho.

 

Medos - fantasmas de memórias ou projecções (in)conscientes.

 

Medos - dedos de gelo que escrevem na pele arrepiada «Vós, que aqui entrais, deixai lá fora toda a esperança».

 

Medos - manipuladores; deixam-nos indefesos perante a perversidade de alguns ou a mera estupidez de quem julga tudo poder.

 

Medos - sombras que embaciam o olhar e espremem veneno na cor dos dias.

 

Medos - ladrões da confiança e dos atavios da vida.

 

Medos - arma e armadura.

 

Medos - monstros íntimos ou desculpas rotas.

 

Medos - desafio irresistível. Ao terem-me na conta de junco débil, esquecem que os vendavais não me derrubam; apenas inclinam.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 08:00
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ABANDONODAVID MOURÃO FERREIRAPor teu livre pensame...
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